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           Em 2003 os músicos Paulo Barros e Fred Andrade, parceiros de longa data,  resolveram juntar forças num projeto de música instrumental acústica que aposta na força da música nordestina urbana.             Criaram então o NOISE VIOLA, que habilmente combina gêneros como frevo, baião e maracatu com composições originais, interpretadas com uma roupagem contemporânea e virtuosística. 
            O grupo já se apresentou em diversos eventos musicais como Expo Music 2005 – principal feira de música da América Latina, realizada em São Paulo, Circuito Cultural Banco do Brasil, assim como nos palcos pernambucanos, onde o Noise marca sua presença: Semana da Música do Conservatório Pernambucano de Música, Universidade Federal de Pernambuco, Biblioteca Pública Estadual, no Teatro de Santa Isabel, juntamente com os cantores Petrúcio Amorim e Santana, assim como dentro do Projeto Pernambuco em Concerto, dividindo o palco com a renomada Spock Frevo Orquestra. Em dezembro de 2005 o grupo fez um concerto marcante nas sacadas do Palácio do Campo das Princesas, no Projeto Viva a Música.
            Ao lado de um repertório original, o NOISE VIOLA executa também músicas de compositores respeitados como Levino Ferreira, Maestro Duda e Edson Rodrigues, reapresentando-os para as novas gerações.
           O primeiro cd do NOISE VIOLA, lançado no dia 14 de junho no Teatro de Santa Isabel, segue a linha de composição baseada nas fortes raízes da música pernambucana, Fred Andrade abre o cd usando um violão tenor – que pertenceu ao grande compositor Rui de Moraes –  buscando sonoridades peculiares e anunciando muito bem o que virá nas demais faixas do cd. Ainda de Fred, mais 3 músicas que trazem a marca desse grande compositor da nova geração, os maracatus: MaracatuBonito e Vou sonhar mais um pouquinho que é pra dar tempo de você ver, essa última com a participação mais que especial do baterista Ebel Perrelli e do baixista Cláudio Negrão, a terceira,  Música Feia, densa e de uma beleza  ímpar com a introdução feita pela guitarra do, não menos especial, Marcinho Eiras. Breno Lira assina 3 músicas (Violado, Baião de dois e Maracatu em cinco) Maracatu em cinco em parceria com Tomás Melo –  dois baiões da pesada e um maracatu com uma pegada marcante na viola, uma harmonia moderna e o grande tecladista Edílson Staudinger.
            Paulo Barros assina o baião São Jorge só tem um, onde temos a participação de Carlinhos Borges nos teclados e a valsa Espelho Cego, com a participação do percussionista Homero Basílio. O grupo ganhou de presente 3 composições, duas delas inéditas e feitas em especial para a formação do Noise. O saxofonista Roberto Silva, outro expoente do movimento de música instrumental em Recife, trouxe Baião pro Noise e, dois mestres da música Pernambucana presentearam o Noise: o Maestro Edson Rodrigues compôs especialmente para o grupo o frevo Lídio Macacão, com a participação de dois craques pernambucanos: Passarinho Gomes e Bozó e, do maestro Duda, o grupo interpretou o clássico Nino, o Pernambuquinho, tendo mais uma vez  Passarinho Gomes na percussão.           No segundo semestre de 2007 o grupo tem shows marcados em vários palcos: no mês de julho, participa do renomado Projeto Vitrine – do Diário de Pernambuco, coordenado pelo maestro Cussy Em agosto, participa da Noite dos Guitarristas Pernambucanos, no pátio de São Pedro e, em setembro faz show dividindo o palco com o trio do violonista Yamandu Costa.
            A formação atual do grupo é Paulo Barros (violão) Fred Andrade (guitarra), Leonardo César (Viola), Renato Monteiro (baixo), e Cacau (percussão).